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Um ano de Instituto Cury: impacto com método e Compromisso 1%
Em um ano, é possível lançar projetos.
Estruturar impacto, no entanto, exige mais do que calendário: exige método, governança e decisões estratégicas.
Ao completar nosso primeiro ciclo, celebramos menos o tempo decorrido e mais o que foi consolidado: um modelo de atuação que parte do território, estrutura investimento social com previsibilidade e transforma escuta em prática institucional.
Porque nenhum projeto começa no Instituto. Ele nasce das realidades nos territórios.
2025: o ano da estruturação
O primeiro ano foi dedicado a organizar bases sólidas. Governança, estratégia, critérios de escolha, indicadores, parcerias e acompanhamento.
Mais do que implantar iniciativas, 2025 foi o ano de definir como e por que agir.
Entendemos que de nada vale apenas a valorização genérica do território, por isso avançamos para uma decisão estratégica clara: não impor soluções, mas fortalecer e realizar uma construção conjunta com quem já atua. Aqui a escuta nunca foi discurso, mas sim método.
Essa atuação altera a lógica tradicional usada em outras organizações. Em vez de criar projetos do zero, optamos por fomentar instituições com trajetória, legitimidade e vínculos construídos. A ampliação de impacto acontece por conexão, não por substituição.
Resultados concretos: impacto com números e pessoas
Estruturar impacto também significa medir e acompanhar resultados.
Em 2025:
• atendemos 437 pessoas diretamente em nossos projetos e 1.311 indiretamente
• + de 8 mil pessoas beneficiadas incluindo as Campanhas Solidárias
• realizamos 634 horas de voluntariado
• ampliamos parcerias estratégicas em diferentes territórios
Os números são importantes. Mas eles ganham sentido quando traduzidos em histórias, vínculos e permanência.
É aqui que entra a Websérie Construindo o Presente. Mais do que registrar ações, ela tem sido instrumento de memória institucional e narrativa humana. O material documenta trajetórias, dá visibilidade às vozes do território e reforça que impacto não é estatística isolada, é percurso coletivo.
Compromisso 1%: da intenção à previsibilidade
O primeiro ano também marcou um passo estruturante: a formalização da adesão ao Compromisso 1%.
Em 2026, a Cury Construtora destinou R$ 6,1 milhões ao Instituto, para uso direto em projetos e campanhas solidárias, valor equivalente a 1% do lucro líquido de 2024. Com a adesão formal ao movimento, a empresa passa a vincular esse 1% anual ao investimento social privado, institucionalizando essa prática como política permanente.
Mais do que volume, isso representa previsibilidade.
O Censo GIFE 2024–2025 aponta que os repasses às organizações da sociedade civil ultrapassaram R$ 1,3 bilhão em 2024. No entanto, apenas 17% desses recursos foram destinados a apoio institucional, enquanto 83% permanecem vinculados a projetos específicos.
O Panorama das ONGs, do IDIS e da Charities Aid Foundation, mostra que 66% das organizações identificam a sustentabilidade financeira como seu principal desafio.
Ao institucionalizar um percentual fixo do lucro, o investimento social deixa de depender de decisões pontuais e passa a integrar a estratégia corporativa. Isso permite planejamento de médio e longo prazo, fortalecimento institucional e continuidade nos territórios.

Como destaca Luciana Kamimura, gerente executiva do Instituto Cury:
“A mobilidade socioeconômica exige continuidade. Ao institucionalizar 1% do lucro, garantimos previsibilidade para atuar com planejamento, método e impacto mensurável nos territórios onde estamos presentes.”
Entre estratégia e território: onde o impacto ganha forma
O primeiro ano revelou algo essencial: impacto sustentável exige coerência entre o que se planeja e o que se vive no território.
Há o compromisso institucional, que garante direção, governança e previsibilidade. E há a prática cotidiana, onde vínculos são construídos, habilidades são desenvolvidas e oportunidades se tornam reais.
É nesse encontro que o impacto ganha forma, método e continuidade.
Ao consolidar escuta como método, parceria como estratégia e previsibilidade como princípio, iniciamos nosso segundo ano com foco em expandir o volume, mas comprometidos em aprofundar a consistência das ações já implementadas.
O que isso diz sobre os próximos anos
Os primeiros 365 dias não encerram um ciclo. Eles estabelecem um padrão.
A atuação a longo prazo passa por:
• ampliar redes e fortalecer parceiros já consolidados
• aprofundar métricas de acompanhamento e avaliação
• expandir a cultura de voluntariado corporativo
• integrar cada vez mais investimento social à estratégia empresarial
Estruturar impacto é um compromisso contínuo.
Seguimos acreditando que projetos não começam dentro do Instituto Cury, mas sim nas escutas, nas conversas e nas realidades dos territórios.
O que fizemos no primeiro ano foi organizar a casa para que essa escuta tenha consequência prática, continuidade e escala.
E é assim que seguimos: com método, parceria e responsabilidade sobre cada escolha.
